Entenda mais sobre o Transtorno Bipolar (TAB)


Transtorno marcado por alterações extremas de humor, que varia entre as fases de euforia e depressão, que já afeta cerca 27 milhões de pessoas em todo mundo, de acordo os últimos dados do National Institute of Mental Health – NIMH. Em análise nacional, só no Brasil 2,2% da população sofre com essa patologia, que é a 6ª principal causa de incapacidade no mundo e pode reduzir em até nove anos a expectativa de vida se não tratada adequadamente, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) .

De acordo com o psiquiatra José Alberto Del Porto, a fase de euforia do Transtorno Bipolar é caracterizada por comportamentos agitados, sentimento de irritação, impulsividade, impaciência, insônia, agressividade e atitudes maníacas. Já durante os episódios de depressão, os sintomas podem incluir tristeza profunda, apatia, isolamento social, insônia, fadiga, perda de peso, dificuldade de concentração, baixa autoestima, pensamentos recorrentes de morte e tentativa de suicídio.

A patologia ainda causa muitas dúvidas a respeito de seu diagnóstico devido à grande dificuldade do indivíduo em procurar ajuda médica, já que muitas vezes os sintomas podem ser confundidos com a personalidade da pessoa, que só busca auxílio quando a situação foge do controle. Além disso, tanto durante os episódios de euforia como os de depressão deixam os indivíduos mais vulneráveis a outros problemas de saúde, entre eles, o transtorno por uso de substâncias como o álcool e tabaco, distúrbios metabólicos, cardiovasculares e endócrinos e ansiedade. Além disso, segundo dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), 60% dos casos de transtorno bipolar tem sua primeira manifestação antes dos 20 anos de idade.

“Os transtornos de humor são considerados um enorme problema de saúde pública devido à perda de funcionalidade do portador, piora da qualidade de vida e íntima relação com outras doenças clínicas, que podem evoluir para problemas sérios, ainda mais quando relacionados a doenças psíquicas. Por isso, é muito importante estar atento aos sintomas, descartar a ideia de que oscilações de humor constituem apenas características pessoais e sempre buscar auxílio de um profissional”, finaliza o especialista.

Referências:

ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria